
Se você abriu o TikTok, folheou uma revista de moda europeia ou deu uma olhada nos charts globais de música nas últimas semanas, provavelmente foi impactado por algo inconfundivelmente familiar. O verde e amarelo, a ginga, a estética vibrante, o som do grave batendo.
O Brasil não é mais apenas um “país exótico” no mapa da cultura pop. O Brasil virou uma estética. Uma vibe. Um movimento. O mundo chama isso de “Brazilian Core”.
Mas se você acha que estamos falando apenas de camisetas da seleção e chinelos de borracha, precisa olhar mais de perto. O “Brazilian Core” de 2026 é um fenômeno muito mais sofisticado, complexo e poderoso. Ele representa a ascensão do Sul Global como o novo centro de gravidade da criatividade mundial. E não há palco melhor para coroar esse momento do que o South by Southwest (SXSW) 2026.
A anatomia do hype
Para entender por que o Brasil será o protagonista em Austin em março, precisamos dissecar o que está acontecendo agora:
- A invasão sonora: o funk brasileiro deixou de ser um ritmo periférico local para se tornar a batida favorita de produtores de K-Pop na Ásia e de DJs superstars na Europa. Não é mais “música do mundo”; é música pop.
- A moda como manifesto: marcas de luxo internacionais estão vindo ao Rio e à Amazônia não apenas para fotografar, mas para colaborar. A estética brasileira viraliza porque ela comunica alegria, imperfeição e calor humano que são três coisas que o mundo pós-pandêmico e dominado por IA desesperadamente deseja.
- O Palco Global: com o novo Tiny Desk sendo gravado no Brasil e a COP30 colocando nossos líderes e ativistas no centro das lentes globais, o país retomou seu lugar na mesa de decisões.
O brasileiro, historicamente visto como consumidor de tendências importadas, virou o produtor. Nós ditamos o que é cool. Nós definimos o que é inovação social.

O SXSW como a “casa” do Brasil
Essa efervescência cultural precisa de um lugar físico para se manifestar globalmente. Esse lugar é Austin, Texas.
Historicamente, o Brasil já ostenta a posição de maior delegação estrangeira do festival. Mas em 2026, com o SXSW celebrando seus 40 anos e adotando um novo formato “campus-style”, a presença brasileira promete ser avassaladora.
Não estamos falando apenas de números de crachás. Estamos falando de densidade de presença.
Imagine caminhar pela 6th Street e ver não apenas turistas brasileiros, mas casas temáticas dedicadas à nossa criatividade. Painéis liderados por nossos futuristas. Showcases onde o lineup é dominado pela nossa música.
O conceito de “Brazilian Core” dentro do SXSW significa que o Brasil deixará de ser um “participante” para ser um “co-criador” da atmosfera do festival. Somos o coração pulsante da festa, da troca de ideias e da inovação humana.
A infraestrutura do sucesso
Um movimento desse tamanho não acontece por acaso. Ele exige orquestração.
A entrada da Copastur como agência oficial de turismo do SXSW no Brasil é o divisor de águas que faltava. Ter uma estrutura oficial facilitando a logística, a curadoria e a conexão dessa delegação massiva garantem que o “Brazilian Core” não seja apenas barulho, mas sim sinfonia.
Estamos indo para Austin para mostrar que a criatividade brasileira é, hoje, a tecnologia mais avançada do mundo para conectar pessoas. Se você trabalha com cultura, inovação ou marcas, entender esse movimento não é opcional. É sobrevivência.
O Brasil está na moda. E em março de 2026, Austin será a capital desse país.


